Apesar da apneia do sono ser mais comum entre os homens, as mulheres também podem desenvolver este distúrbio. Caracterizada pela obstrução recorrente das vias aéreas superiores durante o sono, a apneia do sono leva a queda dos níveis de oxigênio no sangue. Os sintomas desse distúrbio, além de serem diferentes entre os sexos, são mais difíceis de identificar quando ocorrem em uma mulher.

O ronco é um fator determinante para a identificação da apneia do sono. Nos homens, do som, é acompanhado de tosses ou engasgos, já nas mulheres o ronco é leve e quase não gera ruídos. Além disso, as paradas respiratórias, causadas pela apneia do sono são mais curtas, sendo comum, em muitos casos, a paciente não perceber esse problema.

Apesar dos sintomas da apneia do sono durante a noite serem mais sutis nas mulheres, os efeitos tendem a ser mais intensos. Enxaquecas, dores de cabeça frequentes e tontura, palpitações, taquicardias e sensação de asfixia, além de falta de energia e fadiga excessiva, são efeitos muito comuns de aparecerem.

A paciente também pode apresentar dificuldades de concentração, perda de memória e síndrome das pernas inquietas. Já os fatores que podem influenciar a apneia do sono em mulheres incluem: gravidez, pois altera o funcionamento do pulmão; menopausa, devido a diminuição da produção de estrogênio e progesterona; e a obesidade, pois o excesso de gordura corporal favorece a obstrução das vias aéreas e, consequentemente, a apneia do sono.